Trabalhos Realizados


Me Acompanha (2006)

O trabalho baseia-se na colaboração entre coreógrafos e bailarinos que a partir   de estímulos físicos e emocionais desenvolveram sequências coreográficas.  A   composição destas frases coreográficas partiu de uma combinação detalhada de momentos, ritmos e motivos.  Trata de assuntos como companheirismo, amizade e parceria. 


Conversas entre Ele e e Eu (2010)

É uma troca de ideias em forma de movimento entre as bailarinas e seu próprio   corpo.  As diferentes dinâmicas dão o tom do diálogo e os assuntos se definem   pelas trajetórias desenhadas no espaço.  Durante o processo foram usadas   partes do corpo   para dialogar com o outro e consigo mesmo, criando ao   mesmo tempo, imagens poéticas e situações inusitadas.  


Shopping (2010)

Fala da necessidade que temos de comprar e vender.  Sobretudo de como se   constrói o valor das pessoas em relação ao mercado.  Valor que nem sempre se   pode pagar com dinheiro.  Cinco   personagens que consciente ou   inconscientemente fazem parte desse mercado que sustenta atualmente os   pilares de nossa sociedade.  É possível ficar à margem das leis do mercado?   Podemos construir nossa personalidade sem cair nas suas redes?  E se isso fosse   possível?  A que preço?  


Sinal de Vento (2009)

Sinal de vento é um acontecimento de dança contemporânea em  espaços   urbanos.  “Sinal de Vento” dialoga com a desorganização, a concentração e a dispersão, o todo e a parte, o indivíduo e o   coletivo no contexto da cidade.  É um acontecimento na rua, para rua e de rua, um pouco de tudo, mas com quase nada.  Efêmero como quase tudo que um   dia acontece e depois passa.  


Ensaios sobre o Tempo (2013)

Com a parceria de Karina Collaço, “Ensaios sobre o Tempo” caracteriza-se por um trabalho de improvisação construído a partir de estímulos corporais e   células coreográficas, surgidos de exercícios desenvolvidos em sala.  


Revés (2013)

Melancolia, fúria, solidariedade, desespero, desalento, ilusão.  Todo tipo de   sentimento se alterna na dilaceração dos indivíduos imersos na tentativa de   compreensão e sobrevivência diante da tragédia que reverte todas as   expectativas.  Olivier Messias compôs “Quatuor pour la fin dus temps” quando prisioneiro, durante a II Guerra.  Em plena pós-modernidade atordoante, Rafael   Bittar coreografa o grupo Dança Jovem sob esse tema.  A arte atravessa tempo,   espaço  e  perplexidades.  (Circe Canedo)  


Quem com o Quê (2014)

Carolina Padilha traz para o espetáculo parte de questionamentos existenciais sobre "quem se é", "o que se quer" e "o que se faz". Levanta os artifícios que criamos para dialogarmos com os outros.

 

Em #Todolugar (2014)

Sarah Vaz, através da técnica de contato e improvisação, cria um diálogo entre a música brega ou romântica, as diferentes visões sobre amor e os textos de Roland Barthes.


F#d@-se, eu Danço! Manifesto juvenil por uma Dança jovem (2015)

Procurando entender o lugar em que estava entrando, Pedro Romero lançou mão da pergunta "O que você quer enquanto jovem bailarino, jovem ser humano, jovem cidadão?" Por acreditar que o trabalho artístico é sobretudo uma manifestação expressiva da intimidade do sujeito, a partir das respostas e das questões levantadas pelos próprios bailarinos, Pedro norteou as propostas de cena e de corpo, para responder a pergunta chave do seu processo criativo: Sobre o que iremos falar/dançar? "F#$da­se, eu danço! Manifesto juvenil por uma dança jovem" é portanto um trabalho que se propõe exatamente a que o título diz: uma afirmação contundente que diz da escolha que os artistas fazem diante da vida e do mundo. É uma miscelânea de urgências que este grupo de bailarinos precisa e quer dizer, e por isso é um manifesto. É um trabalho que busca se desvencilhar dos lugares canônicos da Dança com d maiúsculo, a procura de novas possibilidades de compreensão do oficio artístico e por isso também, é uma obra politizada, como toda obra de arte, invariavelmente, é.


Vira-Lata (2015)

"Na poça da rua o vira-lata lambe a lua." Millor Fernandes

Léo Garcia traz para o seu trabalho a concepção de Vira-Lata.

Ser vira­lata é ser avulso. Livre de qualquer padrão imposto. Estar distante das ideias de certo e errado, unindo o desconhecido para sua formação. Não obstante, estas coisas lhe dão a singularidade, o que o torna único. Ser vira lata é ser indivíduo inteiro e capaz de atuar e assumir o seu lugar. É ter “jogo de cintura” e saber sobreviver, afinal a necessidade é a mãe de todas as invenções. Somos vira­lata por um grito de independência às cadeias pseudo­abertas da liberdade de sermos e agirmos como filhos da rua. Para que caiam os panos que encobrem nossas raízes e impedem o reflexo de nossas origens. Para que sejamos fortes, sendo mestiços, sendo soltos!

SEM PEDIGREE!